Relatório da Mediunidade do Professor Mendes 

Minha mediunidade é de difícil divulgação, pois ela se baseia na comunicação mental, não havendo nada escrito ou possível de ser visto por uma pessoa que não possua mediunidade.

Sempre convivi com espiritismo e tenho plena consciência que o muito que fiz foi por ação mediúnica, sendo este meu único mérito.

Assim sendo atribuo os 26 livros que escrevi as centenas de páginas divulgadas na internet e os milhares de e-mails emitidos, tudo, devido à mediunidade, assumindo eu a responsabilidade por erros, assim como as omissões ocorridas.

Entretanto esta mediunidade solta e espontânea acabou, pois no dia 05/03/2018 vivenciei uma experiência extraordinária, que passo a relatar.

Em 2017 tive uma pneumonia e cheguei a receber a extrema unção, tal a gravidade da mesma, fui poupado, talvez em função da minha vontade de ajudar o Brasil na crise que enfrentava e continua enfrentando.

Ficaram sequelas, perdi praticamente toda a visão, perdi a motricidade, sou totalmente dependente do meu fisiologismo, mas isso não importa quando se tem força de vontade para superar as dificuldades e se pode contar com a esposa que se supera para superar nossas dificuldades econômicas, além de me alimentar, dar banho, levar para atender meu fisiologismo etc., etc.

 Tudo seria mais fácil se além dessas dificuldades não houvesse a questão financeira, pois jamais recebi nenhum real pelos trabalhos desenvolvidos mediunicamente e que tomam muito de nosso tempo.

Muito é força de expressão, pois vivo praticamente só para isto, sentado na frente de um aparelho de TV que não vejo , escutando o som através de 2 aparelhos auditivos, sem poder me descocar autonomamente e até bem pouco tempo sem controle mediúnico qualquer a não ser, o poder da mentalização.

No dia 05/03/2018, tudo mudou, quando me acomodaram para dormir, percebi que algo diferente estava acontecendo, pois o ambiente tão conhecido de meu quaro estava mudado e um senhor estava ao meu lado. Ele também não falou como na realidade acontece com todos que visualizo mediunicamente, e são muitos. Eu sentia que ele estava me transmitindo instruções.

Permaneci deitado, mesmo por que não conseguia me levantar sozinho, mas me senti “conduzido” para um grande pavilhão. Digo conduzido, pois e era somente o meu espirito que estava comigo e imaginei que morrer fosse isso. Alguém conduzir o espírito para uma nova situação.

Não importa o que imaginei, pois vou descrever o que aconteceu. Fui “deslocado” através de estantes com dezenas de prateleiras dispostas verticalmente, contendo uma infinidade de coisas e conforme minha atenção era dirigida para algum setor, o deslocamento prosseguia.

Confesso que cansei de ver coisas desfilando por mim, chamando minha atenção.

Foram milhares de itens, até que cheguei a um paredão e parei de me deslocar, pois minha atenção foi chamada para um painel de 30m x 30 m, onde entendi que estavam os itens que eu tinha me fixado.

Iniciou-se então a transferência desses itens para 4 destinos, 2 dos destinos, vi que foram transferidos para duas caminhonetes e que não ficariam comigo.

Um outro conjunto, descobri depois que se destinava ao meu corpo. O preocupante é que não me davam a mínima atenção. Fiquei eu parado e eles nem olhavam para mim.

Comecei a imaginar que teria que mentalizar algo e assim foi feito. O resultado não foi muito bom, pois seguiu-se uma sequencia de contatos com outros seres e descobri surpreso que as arvores eram seres vivos, muitos deles abatidos pela simples força da mente, ou serem sensíveis como nós.

Gatos em profusão, cachorros e outros bichos, ratos ou tudo que se possa imaginar, tudo com vida.

Como eu não conseguia me deslocar, a não ser pela força da mente e não sabia para onde queria ir fui ficando mais isolado ainda. Como tenho deficiências mecânicas, fui perdendo forças gradativamente e fui reduzido a um buraco, sem perspectiva nenhuma de sair. Achei que era o fim. Um triste fim de alguém que tinha lutado tanto para chegar lá.

Acontece que consegui reagi. Uma criança brincando no buraco, que era eu, colocou uma sementinha e comecei a ser “gente” novamente. Foi uma eternidade, mas consegui ser uma flor, depois uma arvorezinha frutífera e fui me deslocando por diversos ambientes sempre melhores, até que cheguei à perfeição de estar em um lugar maravilhoso, que eu não pude aproveitar pelas minhas condições de mobilidade.

Mas não perdi tempo e aprendi que o grande problema do nosso planeta não é a falta de água e sim o excesso de água. O problema é falta de terra seca que não mata as pessoas por afogamento.

É tudo o contrário do que se pensa atualmente, pois o que vai faltar é área habitável. Mas este é um assunto para discutimos em função das minhas observações.

Pode imaginar o quanto me senti feliz quando ouvi a voz da Cristina, me perguntando como tinha sido minha noite. Ela não imaginava que não tinha sido uma noite e sim tinha sido uma vida.

Eu tinha chegado a um planeta terra que assim será dentro de centenas de anos.

Mas a historia não termina aqui.

No dia seguinte vi que algo de diferente tinha acontecido comigo. Tudo que chamava minha atenção era sinalizado com risco, um ponto, um traço de duas cores preto e amarelo. Quando me fixei em uma foto, por exemplo, um ministro que estava falando, na proporção que eu me fixava na sua figura, ele ia se transformando, mudou o formato do seu nariz e a boca foi assumindo o formato de num focinho, resultando na face de um lobo.

Acredite se quiser, é a pura verdade. Transformar gente em animal, acredito que deve ser uma coisa bastante costumeira agora. Ir se deitar para dormir, encontrar a cama cheia de árvores, já é bem mais estranha e isto aconteceu.

Também bastante estranho é ser visitado por um cacho de uva. Não só um cacho, mas uma dezena de cachos de uva que provavelmente apareceram para mim, mediunicamente para sinalizar que estavam em desacordo com algo que eu estava fazendo, ou seja, estar convidando um amigo a abandonar o plantio de uvas e fazer vinho e continuar na sua atividade anterior, na área de construção civil.

 

Tudo muito estranho.

Descobri que a simples mentalização de um item pode me conduzir a uma sequencia de alternativas maravilhosas. Pasmem isto, estas alternativas são oriundas de outros planetas terra, pois ignorante é aquele que acha que somos os únicos seres inteligentes do universo.

Visualizei milhares de produtos maravilhosos e dentre eles encontrei só um conjunto com preço. Acho que em dólar, mas isto é exceção. Conforme eu ia me interessando iam aparecendo mais produtos de outros planetas.

Chegou um ponto que eu estava acompanhado por seres muito estranhos para nós, assim como devemos ser estranhos com nossos braços desajeitados e nossas pernas tortas , nossos formato estranho de cabeça, cabelos mais estranhos ainda. Isto para nós pode assumir aspectos belíssimos, mas são estranhos para quem vive em um planeta, com população tão evoluída, que se comunica com mentalização, não precisa se alimentar ,ou seja, outro tipo de vida, como um dia a terra poderá ser, se cuidarmos melhor do nosso planeta.

Mas isto não interessa agora, temos problemas que chega, sendo como somos, pretensamente tão inteligentes , quando na realidade qualquer animalzinho vive melhor do que nós, que nos matamos por matar.

Para encerrar, vou relatar meu último aprendizado que aconteceu no dia, não tenho certeza da data, 12/04/2018, que foi um dia muito tumultuado desde a manhã. Algo de anormal estava acontecendo. Aparecia muita gente nua, outros bem vestidos, crianças, poucos idosos, quase todos jovens ou de meia idade, querendo fazer algo comigo e eu não querendo fazer nada com eles, pois minha meta é corrigir os problemas do Brasil e não posso dar atenção para outras coisas e isto já é problema suficiente para mim,

Voltando ao dia 12/04 um grupo ocupou todo meu espaço com um clarão imenso impedindo que eu” visse” televisão.

Apresentava como sugestão para atrair minha atenção, uma prateleira sobre rodinhas com alguns produtos, dentre os milhares que eu tenho visualizando ultimamente. Não me interessei, mas como me ver livre desse problema? Não sabia, recorri a mentalização, mostrando que rejeitava a ”oportunidade” que eles estavam me oferecendo.

Gradativamente eles foram sumindo com grande lentidão e foram substituídos por um grupo bem mais organizado que ocupou meu quarto. Este grupo deve ser liderado por um artista plástico, pois são muito fixados ao visual. O piso, a parede, os móveis, as pessoas, tudo com mesmo visual, tudo muito bonitinho, mas de pouco interesse para mim. Não imaginei passar o resto dos meus dias neste ambiente, sem progredir. Depois de alguns desencontros consegui me deitar e começou um desfilar de produtos alimentícios, algo de interesse meu e não deles. Agora sei por quê.

Depois que terminou o desfilar de produtos alimentícios, ficamos em um impasse, eles olhando para mim e eu olhando para eles, sem comunicação possível.

Apareceu depois um senhor com ar de médico e achei que tivesse chegado minha hora, mas não, ele não fez nada em mim, nem por mim, ao menos que eu notasse.

Última etapa do relatório é uma etapa religiosa.

Para surpresa minha, comecei a visualizar um palácio cheio de bandeiras. Subitamente o Papa aparece, digo papa porque ele estava vestido como anteriormente se vestiam os papas. Mas não era só o Papa, começaram a aparecer cardeais, bispos monsenhores e gente importante pela vestimenta e isto levou horas. Não parava de saírem religiosos, acho eu que religiosos e fiquei intrigado de onde saíram tanto religiosos.

Quando pensei que tivesse terminado o desfile, iniciou-se a saída por outras portas de gente de aspecto importante e também vestida de forma estranha, mas não parou por aí, começou a sair o público em geral e pior que isto, gente como eu, que precisa de apoio para caminhar.

Foi uma grande decepção para mim, pois esperava que esta alternativa de vida ,que estava se apresentando, corrigisse meus problemas físicos, aí até valeria a pena. Mas continuar como deficiente físico, sem melhoras de perspectiva, era frustrante.

Quando parou de sair gente, uma senhora se dirigiu para mim e mentalizou um convite para que me juntasse a eles e eu recusei a acompanha-la. Voltamos ao impasse. O pessoal esperando por mim e eu esperando por eles e nada acontecia e eu nem entendia a situação.

A Cristina veio me perguntar se estava tudo bem, até parece uma pergunta irônica. Como pode estar tudo bem tudo bem, na confusão que estou metido. Ela deitou-se como sempre faz e eu continuei deitado, tentando dormir e surpresa das surpresas, dormi.

Encontrei-me em um depósito de carros velhos algo, que jamais esperaria encontrar em Gramado. Eram carros e carros sujos, batidos, imprestáveis de diversos anos, tudo Chevrolet ou da General Motors.

Mentalizei que queria sair, me concentrei e comecei a me deslocar, conseguindo passar através dos automóveis, em uma direção que eu pensava que era a saída para voltar para a cama. Triste engano.

 

Chegamos a um paredão intransponível mesmo para eles, que fluem em todas as direções. Aparentemente não havia saída. Ficaram 3 ou 4 deles tentando passar, se esforçaram o máximo. Um dele fumando muito, mas é um fumo que não faz fumaça e agora sei que para ele não faz mal.

Depois de muita luta e criatividade, conseguiram abrir caminho e chegamos a um edifício onde o que mais tinha eram gatos, todos tentando entrar no edifício.

Não sei como saí deste edifício, aliás, nunca entrei nele, só o vi de fora.

Estava de volta, era uma rua simples, um conjunto de casas simples, de madeiras, aliás, como tudo aqui, com uma característica estranha, de pouco em pouco passava um carro velho, de pequeno porte, carregando flores, nesta ruazinha. Carros todos conduzindo flores, não sei por quê. Cansei de ver isso, me concentrei para voltar para a cama o que consegui.

 

A Cristina me acordou, fiquei feliz por ter conseguido voltar para meu quarto, doce engano. O corpo estava no quarto, mas a mente estava na rua de onde tinha vindo.

Foi uma luta tomar banho, pois estava teoricamente na rua, não conseguia me colocar embaixo do chuveiro. Mas com o tempo fui voltando ao meu corpo e iniciou-se mais um dia.

Nesse dia aconteceu o incrível. Eu me rebelei. Como era dia de fisioterapia eu tive justificativa para me queixar para as pessoas que me apoiam. Subitamente apareceu um religioso, seguido de outro e mais outro e mais outro. Ninguém falava, só escutava o que eu estava me queixando, eu não aceitava a situação, de ter me esforçado tanto na vida, estar disponível para ajudar o meu país e estar colocado em uma situação e ter que enfrentar contatos que não me interessavam.

Ninguém falava comigo e eu não entendia o porquê. Aparentemente era considerado um ser tão desprezível que não merecia atenção. Enfrentava situações absurdas como tinha ocorrido nesta manhã, onde apareceu nua uma linda mulher, digna de ser apreciada, mas na minha idade, nas minhas condições físicas, é algo que não é relevante.

Tinha passado horas em um depósito de ferro velho e antes tinha assistido um desfile de pessoas ilustres portando bandeiras, vestidas com luxo, que eu não sabia o que era e onde era.

Considerava uma falta de consideração me submeter a estas situações.

Enquanto eu falava, reclamando , comecei a entendera situação, provavelmente por mentalização deles, para mim.

Só o que eu pedia era querer entende a confusão tinha me metido. Percebi que iam me dar uma explicação e acho que deram, se bem que não tenho certeza que o que entendi está certo. Aparentemente sim, pois é tudo muito lógico.

A explicação que tenho é que as pessoas quando morrem, dependendo das circunstâncias e do destino para elas preparado passam a conviver em outra dimensão da nossa terra, que deve ser algo parecido em todo o universo. Eles estão mortos, mas tem a aparência de quando estavam vivos e estão vestindo de acordo com a circunstância da morte. Se estão nus não é por falta de pudor é por não ter o que vestir.

Eles preservam suas condições físicas básicas e subitamente desaparecem às vezes, por terem encontrado seu destino.

É um mundo de transição. Os religiosos realmente eram religiosos, não tão santos assim, pois estão passando por um período de adaptação. É por isso que este mundo apresentam fantasmas que nada mais são do que visões de espíritos. No final tudo vai dar certo.

Espero que no próximo relatório eu seja mais correto, pois se erro cometi peço desculpas, pois ninguém merece ser vítima de erros.

Gramado, 14/04/2018

Em tempo:

Esse relatório, creio que foi aprovado e que eu entendi corretamente o que eles mentalizaram, pois quando voltei para “ver” a TV, a tela foi coberta com a cor verde, o que para mim significa que estavam delicadamente me dando um retorno.

Obrigado.

Mendes

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